segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Kyoto


Fomos para Kyoto no domingo. A cidade é bem maior do que eu imaginava e uma boa mistura entre história e tradição e o moderno. Como foi capital durante muito tempo, tem uma quantidade incrível de castelos e templos budistas.
Como tínhamos apenas um dia, das 10 da manhã às seis da tarde, para conhecer Kyoto, escolhemos três lugares que pareciam ser os mais interessantes (de acordo com o guia) e fomos. Conseguimos fazer tudo conforme o planejado, e vale dizer que foi surpreendentemente fácil se virar na cidade mesmo não falando a língua por causa de um santo senhor que nos atendeu no centro de atendimento ao turista e nos explicou tim-tim por tim-tim que trem pegar, ônibus, em qual rua virar e assim por diante.

Essa semana por aqui está muito corrida, e só vou conseguir contar tudo o que vi por lá em detalhes e o quanto amei a cidade mais pra frente. Enquanto isso, seguem abaixo umas fotinhos.












sábado, 23 de outubro de 2010

Finalmente, sábado


O cansaço continua, mas é impossível ficar no quarto do hotel dormindo o dia todo sabendo que tem uma cidade inteira, do outro lado do mundo de onde eu moro e para a qual eu provavelmente nunca mais voltarei, a ser conhecida.



Escolhemos visitar o Museu de Arte Tokugawa. Nossa colega da Colômbia e outra da Alemanha (na verdade americana de Washington, com pai alemão, mãe boliviana, já morou um ano em São Paulo e agora está morando na terra paterna) foram conosco. Tokugawa era um samurai que foi nomeado "xogum" pelo imperador no início do século 17 e instaurou a paz no Japão. A família de Tokugawa ficou no poder por cerca de 260 anos, durante o período Edo.

(abaixo: símbolo do samurai Tokugawa)


Diversas riquezas do período Edo estão no museu. Desde lindas porcelanas e pinturas até uma importante biblioteca, cujos livros são longos papiros enrolados lidos horizontalmente da direita para a esquerda.

O museu fica dentro de um lindo jardim, Tokugawaen, construído em 1695 e totalmente destruído durante a segunda guerra. O jardim foi reconstruído e hoje possui um grande lado com água de fontes subterrâneas, além de ser cortado por um rio sinuoso chamado o rabo do tigre (Tora no O). É um lugar bem tranquilo e relaxante (tudo o que precisavamos para hoje).



O museu e o jardim ficam no bairro Ozone, bem distante do centro, onde estamos hospedadas. É um bairro residencial e mais tradicional. Passamos por casas, escolas e um "shopping" a céu aberto com lojas bem típicas: uma só de quebras-cabeça, outras de cogumelos e algas e a farmácia, que nos deixou um pouco chocadas. Além de milhares de sementes, extratos, exibia nas suas prateleiras sapos, tartarugas e cobras ressecadas à venda.



Na volta para casa, paramos na Nagoia Station, que além de centro do underground é onde fica a Bloomingdale's (ou El Corte Inglés) deles: JR Takashimaya. Em uma palavra: enlouquecedor. 11 andares enormes de consumismo desenfreado, cada piso com uma especialidade, mais dois andares no subsolo de guloseimas e uma cobertura com restaurantes.

(detalhe da gatinha no metrô - abaixo)

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O quarto de hotel


Não tem 12 metros quadrados! Definitivamente!



Abaixo, o banheiro. Detalhe, sabonete e condicionador da shiseido for free.






E agora.... um pouquinho da televisão japonesa para vocês...


video

Rotina

Nessa semana de conferência e bastante trabalho aqui em Nagoia, acabei criando uma rotina. Uma infernal wake-up call às 6h30 da manhã, café da manhã no hotel, reunião da Rede às 7h30, metrô para a Conferência, almoço por lá, jantar em algum restaurante quando restam forças e a volta para "casa". Fotinhos dessa rotina...




















E, apesar de não ter encontrado, dizem que Nagoia é a cidade com a segunda maior comunidade brasileira no Japão, depois de Tóquio. Essa informação explicou as palavras "catraca" e "baldeação" que vimos outro dia numa placa no metrô e a opção "português" no menu da máquina de tirar dinheiro.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Arte no metrô




Lembram que eu falei que existia um outro mundo embaixo da cidade de Nagóia? Então, no fim ele é muuuito, mas muito maior do que eu imaginava.

Ontem, cansadas, querendo chegar logo no hotel, erramos a saída do metrô e ganhamos um presente.


Viva o certo por linhas tortas!
(detalhe: ainda acabamos saindo na porta do hotel)


Miscelânea e correria




Miscelânea e correria: esse é o resumo dos últimos dias aqui em Nagóia.

A Conferência dos países membros da Convenção de biodiversidade (COP 10) da ONU começou e passei doze horas por lá na segunda e mais doze na terça-feira.



Brasil, Mongólia, Eslovênia, Tailândia, Peru, Honduras, Gana, Uganda, Haiti, Mônaco, Indonésia, Cuba, Líbano, China, Índia, Mongólia, Madagascar são alguns dos países aqui. Sentada numa mesa em um espaço ar livre – onde os participantes da COP se encontram nos intervalos entre eventos na plenária – olho para um lado e vejo um grupo de senegaleses conversando, do outro, indianos, e na mesa atrás de mim, alemães. E o que é mais curioso, todos eles comendo arroz com alga recheados com uma espécie de pasta de salmão.


No fim do dia estou exausta, mais ainda assim está sendo muito legal entender todo o processo de negociação internacional, conhecer pessoas novas e ainda encontrar pessoas conhecidas do Brasil, mas no JAPÃO!! Muito surreal.

O problema é que com o cansanço, acaba sendo inevitável uma pane na tecla SAP: falar inglês com brasileiros, português com japoneses ou espanhol com alemães... tudo normal!

Quem quiser saber mais sobre a COP, tanto das negociações ou curiosidades, pode ler as matérias que estou fazendo no site do WWF-Brasil e também no blog da campanha (recomendo o blog da campanha, está mais divertido).

Abaixo o show da cantora Misia, daqui do Japão, na abertura oficial do evento.

domingo, 17 de outubro de 2010

A ONU, o castelo e a descoberta do mundo subterrâneo







No segundo dia em Nagóia, fomos fazer a inscrição na COP -10. Para tanto tivemos que desbravar o metrô da cidade - Higashiyama Line, Meiko Line, Meijo Line - mas até que não foi tão difícil.

No centro de convenções da COP, tudo mais fácil impossível. Não sei se mérito da ONU ou dos japoneses, mas nada de fila, o crachá "super-hiper" com fotinho ficou pronto em menos de um minuto, nos deram mochilinha, garrafinha, passe de metrô para todos os dias, camiseta, e ainda ganhei um "very sorry to trouble you" do japonesinho que revistou minha bolsa. O lugar da convenção é ultra-moderno e enorme. Abaixo, a logo da COP 10 de biodiversidade.


Saindo de lá, enloquecemos no supermercado. Para compensar o café da manhã do hotel que só tinha arroz, iogurte de alga, uns itens não identificáveis, um pãozinho mequetrefe e margarina (detalhe, sem facas, só garfo e hachi pra passar a margarina no pão), encontramos banana, granola, activia (acreditem! até aqui a danone engana eles com os "dan"regulares!!! rsrsr), e o auge: um croissant de banana e amêndoas!!!

Próxima parada: Castelo de Nagoya. O castelo foi construído em 1610, no período chamado Edo (do imperador Tokugawa), e segundo o guia é um dos mais sofisticados do período. Fiquei supresa com essa informação porque justamente o mais chocante do castelo é a diferença brutal com os castelos da época na Europa. Enquanto estes são revestidos de ouro, o castelo de Nagoya tem paredes de pedras empilhadas e madeira. Por fora, aquele estilo tradicional japônes. Uma marca registrada do castelo são os "golden dolphins" que ficam no topo do castelo e que são idolatrados pela população, mas não consegui entender por quê (apesar de todo bom gosto japônes, os "golfinhos" são bem feinhos e, como minha amiga bem definiu, parecem uns abacaxis). O castelo esse ano está fazendo 400 anos, e como era domingo, o pátio do castelo estava em festa: shows de músicos populares e uns japoneses à caráter tocando aqueles tambores enormes.




Na volta para o hotel: a descoberta do mundo subterrâneo. A Nagoya station, estação de metrô mais perto do nosso hotel é um mundo inteiro embaixo da terra. É um shopping enorme, cheio de lojas, cafés, restaurantes, que se estendem por uma área equivalente a inúmeros quarteirões no mundo de cima. As roupas são lindas, mas meio caras. Vários cacarécos e papéis de carta lindos de morrer (tive vontade de voltar a ser criança para comprar um monte e voltar pra casa tirando onda com todas minhas amigas que iam querer trocar comigo).

Depois de tudo isso, e porque em algum momento a hora de trabalhar sempre chega: reunião da rede WWF. A reunião foi bem interessante: conhecemos a equipe do WWF em vários países - Japão, Internacional (que fica na Suíça), Senegal, França, Fiji, Alemanha, China, India, Colômbia, Indonésia, Africa do Sul, Bélgica, Rússia... E depois fomos jantar juntos num restaurante tradicional de comida japonesa. Sentei na mesa com os colegas da comunicação do WWF-Japão e eles foram me explicando do que eram feitas as mais diferentes comidas que nos serviram (era uma espécie de rodízio). Alguns peixes muito bons, algumas coisas bem esquisitas e uma berinjela com um molho delicioso que foi a campeã da noite. Minha amiga até anotou o nome em japônes para nossa próxima empreitada à procura de restaurantes.

(abaixo fotos das japonesas que andam com kimonos. Estas não estavam fantasiadas para a festa de 400 anos do castelo)